terça-feira, 29 de março de 2011

Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça...

“A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto. Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça."

Caio Fernando Abreu *-*

Enfim consegui arrumar o guarda-roupa, me desfazer do que não serve, e desocupar o coração.

sábado, 26 de março de 2011

Sobre nós dois

"Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso."


Tati Bernardi.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

...

'Resolvi guardar meu amor para mim,
não por questão de egoismo, mas de cuidado.
Não quero que ninguém o toque, so isso.'


Clarice Lispector

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

" Hoje existir me dói feito uma bofetada." C.F.A.

Quando não se encontra mais razões pra continuar, o que se deve fazer?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Desabafo na madrugada...

Existem coisas que não se apagam. E não se perdoam. Eu não me perdoo. Erros. E só de lembrar, tudo aquilo sentido naquele momento volta com a mesma intensidade. O julgamento das outras pessoas me dói, me atinge. Mesmo tendo meus motivos- embora não suficientes- pra agir de certa forma. Ressaca moral, consciência pesada. Tem coisa pior ? Não suporto essa culpa, já me corrigi bastante, mas ainda não consigo esquecer.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!"

Tati Bernardi

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Algumas coisas não se explicam…

             Dizem que para esquecer um amor, é preciso encontrar outro. Mas e quando não conseguimos de forma alguma gostar de mais ninguém ? o que se pode fazer ? Por mais incrível que esse outro alguém seja, é como se eu tivesse construído um bloqueio, uma armadura contra o amor. Pra ninguém me ferir, pra que ninguém invada minha vida e me deixe totalmente dependente do amor, de novo. Porque perder alguém dói muito, a ausência é insuportável, e o tempo que levei pra me acostumar com isso foi longo, foi difícil. Chego a pensar que amor de verdade é coisa de novela, é algo que, pra mim, seja inalcançável. Por conta disso eu tento me afastar de todos que se aproximam, e acabo ferindo quem de alguma forma gosta de mim. Algumas amigas dizem que na verdade eu só gosto do que é complicado. Que só me interessa o que eu não posso ter, e quando possuo perde a graça. Mas juro que não, eu tenho muita vontade de amor,de amar… mas não consigo. O máximo que chego a sentir são paixonites que duram menos que duas semanas. Amor mesmo eu só senti uma vez ( e sinto), e dói, machuca. Não passa… Sempre fui insegura, e me torno cada vez mais pessimista. Mas no fundo, bem no fundo existe aquela luzinha verde de esperança, que não se apaga.

“Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado”(R.R)

'não sei viver só e sem sonhar, sem fé, sem ter alguém. '